Category: Noticias

  • MSA-Noticias. Libertado adolescente português raptado em Moçambique

    Libertado adolescente português

    07-11-2013

    Continuam ainda em cativeiro dois portugueses, um homem e uma mulher, esta sequestrada na última terça-feira na Matola cidade satélite de Maputo.

    O rapaz português raptado há duas semanas no centro de Maputo foi esta quinta-feira libertado pelos seus captores.

    “O rapaz encontra-se bem de saúde e já está reunido com a família”, garantiu à agência Lusa o cônsul geral de Portugal em Moçambique, Gonçalo Teles Gomes.

    O jovem, que também tem a nacionalidade moçambicana, foi raptado no final de Outubro na zona do Bairro da Coop, no centro da capital moçambicana. Após esta libertação, continuam em cativeiro dois portugueses, um homem e uma mulher, esta sequestrada na última terça-feira na Matola cidade satélite de Maputo.

    A mulher de nacionalidade portuguesa, de 40 anos, era gestora e foi levada por um grupo de três homens armados. Ainda não se sabe do seu paradeiro.

    Moçambique atravessa uma onda de crime, com raptos quase diários, além da instabilidade político-militar entre as forças armadas e os ex-guerrilheiros da Renamo. O primeiro caso recente de sequestros a envolver a comunidade portuguesa em Moçambique aconteceu em Julho. Um empresário do ramo alimentar foi raptado por homens armados e libertado semanas depois.

    Os alvos principais têm sido empresários da comunidade islâmica ou os seus familiares. Os raptores pedem avultadas somas de dinheiro em troca.

    O consulado português aconselha comunidade portuguesa a viver na capital moçambicana evitar “os mesmos itinerários” e a mudar as rotinas diárias.

  • MSA-Noticias. Testimonio de una voluntaria que se prepara para viajar al continente africano.

    Mariela Castro Rojas

    “La profesión no debe ser sólo un medio para ganarse la vida, sino también el ejercicio de la misión social” (San Alberto Hurtado)

    Voluntaria de  MSA, Mariela Castro Rojas

    Muchas veces uno va por la vida creyendo que ayudando a los más cercanos la tarea está cumplida, sin embargo al conocer la hermosa obra que realiza MISIÓN SOLIDARIA ÁFRICA, he tenido la oportunidad de conocer personas maravillosas y fraternas, abrir más mis horizontes y sentir el llamado que Cristo nos hace para verlo a él en los más necesitados y trabajar por ellos en forma concreta. En lo más profundo de mi corazón, el ser parte de MSA, me permite retribuir  todos los tesoros que el Señor me ha regalado, valorar los medios que tenemos en nuestro país para educar, y en particular en mi área, la educación Parvularia. A través de las jornadas que hemos tenido, he ido conociendo más la realidad del pueblo africano, sus carencias, pero también sus fortalezas y es por ello que soy una convencida que es mucho lo que los voluntarios podemos aportar, en materia de salud, liderazgo y fundamentalmente educación, pues esto último es lo que permite a los países avanzar con seguridad. Es gratificante ser parte de un grupo diverso en personalidades y profesiones, pero movido por un mismo espíritu, el de Jesucristo.

    En Diciembre del presente año comienza una nueva misión en Mozambique para nuestro grupo de MSA, integrada por  5 voluntarios, de la cual y porque el Señor así los dispuso, seré parte. Evidentemente son muchos los temores que uno tiene, sin embargo en lo personal lo que más me inquieta es el idioma, herramienta fundamental para poder entregar mi trabajo,  pero tengo fe de que todo saldrá bien si colmamos nuestro trabajo del Espíritu Santo. ¿Por qué temer?… creo que lo que uno recibe es inmenso y maravilloso.

    Ser parte de MSA y viajar por un mes a Mozambique, es un regalo que recibo con mucha humildad y significa para mí una posibilidad concreta de agradecer al Señor por los dones que me dio y desde mi profesión realizar un servicio misionero en aquella Iglesia local y colaborar al bien común de la sociedad, como lo describe en sus escritos el Padre Alberto Hurtado.

    Mariela Castro Rojas. Educadora de Párvulos (San Felipe- Chile)

    Portuguës (P. Joquim Bambo)

    MSA – Noticias: Testemunho de uma voluntária preparando-se para viajar ao continente africano.

    “A profissão não deve ser apenas um meio para ganhar a vida, mas também é um exercicio da missão social” (S. Alberto Hurtado)

    Muitas vezes, acredita-se que ajudando os que vivem mais de perto, torna a nossa missão cumprida. Mas quando se tem a possibilidade de conhecer a maravilhosa obra que MSA faz, dá-nos a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas e amáveis; e faz-nos abrir mais os horizontes e sentir o chamamento que Cristo nos faz, para reconhece-lO nos mais necessitados e trabalhar por eles de forma concreta.

    Desde o mais profundo do meu coração, creio que ser parte de MSA, permite-me retribuir todos os tesouros que o Senhor me tem oferecido, valorizar os meios que temos no nosso país para educar, e em particular na minha profissão de educadora de crianças. Através dos encontros que realizamos, conheço mais a realidade do povo africano, suas necessidades, mas também suas fortalezas. Estou convencida que os voluntários podem contribuir muito no âmbito da saúde, da liderança e fundamentalmente na educação. De facto, a educação é o que permite os países avançarem com segurança. É gratificante ser parte de um grupo de diversas personalidades e profissões, movido por um mesmo espírito, aquele de Jesus Cristo.

    No próximo mês de Dezembro inicia-se uma nova missão em Moçambique para o nosso grupo de voluntários. Estão integradas 5 pessoas. Se o Senhor assim o quiser, farei parte dessa Expedição. Evidentemente são muitos os medos que tenho. Mas o que mais me inquieta é o novo idioma, ferramenta fundamental para poder realizar o trabalho. Tenho fé de que tudo sairá bem se soubermos confiar o nosso trabalho ao Espírito Santo. Porque temer? O que se recebe em troca é imenso e maravilhoso.

    Ser parte de MSA e poder viajar por um mês a Moçambique é um presente que acolho com muita humildade. Isso significa para mim, uma possibilidade concreta de agradecer ao Senhor pelos dons recebidos e partindo da minha profissão poder realizar um serviço missionário naquela Igreja local e colaborar ao bem comum da sociedade, como nos diz nos seus escritos o Santo P. Alberto Hurtado.

    Inglés (Janet Holt)

    MSA-News: The first-hand story of a volunteer preparing to travel to Africa.

     “A profession should not only be a means for making a living, but also the exercise of a social mission” (St. Alberto Hurtado).

    Many times one goes through life thinking that by helping those nearby one has fulfilled their obligations.  However, in learning about the fine work of MISIÓN SOLIDARIA ÁFRICA (MSA. Solidarity Mission Africa). I have had the opportunity to meet amazing people, expand my horizons, and feel Christ calling us to see Him in the most needy and to work for these people in concrete ways.

    Deep in my heart, I know that being part of MSA has allowed me to pay back the many blessings that the Lord has given me, to appreciate the means we have in our country to educate, especially in the area of kindergarten.  Through the sessions we have had, we learn more about the realities of the African people, their needs, and their strengths, and that is why I am convinced we volunteers can contribute a lot in the fields of health, leadership, and basic education.  The latter is what enables countries to progress with confidence.  It is satisfying being part of a group of diverse personalities and professions, all motivated by the same spirit, the spirit of Jesus Christ.

    In December of this year a new mission will begin in Mozambique for our MSA group, comprising 5 volunteers, of which, by the grace of our Lord, I will be a member.  Obviously there are many fears one has, however for me personally what worries me the most is the language, a fundamental tool for my work, but I have faith that all will turn out well if we fill our work with the Holy Ghost.  Why fear? What one receives is grand and amazing.

    Being part of MSA, and traveling for a month in Mozambique is a gift I receive with great humility.  To me it represents a chance to thank our Lord for the many blessings He has given me and to professionally contribute through missionary service to the local Church and collaborate to the common societal good, as Father Alberto Hurtdao describes in his writings.

    Teacher of kindergarten

    From San Felipe- Chile

    November, 2013

  • MSA-Noticias. “We are well and hopeful” (Texto en Inglés & Portugués)

    Maringwe

    “We are well and hopeful”    (Trad. English, Janet Holt, EE.UU.).

    In Maringwe, Sofala Provide (Mozambique), the location of the epicenter of problem that began a few weeks ago between the military and the RENAMO party, two Chilean volunteers have stayed, accompanied by local people, to give some hope and help wherever possible. They are Anita María Alvarez and Diego Concha.

    By telephone, Anita María says that she and Diego are well and that they are hopeful that things will get better. Even though it is a delicate situation, it has yet to become chaotic. Many people in the immediate and nearby area left their homes during the days of violence. Many have returned after spending days hiding in the bush, in order to care for their homes and get food. Little by little life is returning to normal, but there is still fear and uncertainty about a resurgence of violence. Anita tells us that last night there were no shots heard, in contrast to the nights before. The police chief visited their home to make sure they were calm and safe.

    Anita and Diego are healthy and in good spirits. For now they have enough food and they are helping several elderly people who were literally abandoned by their families during the violence.

    The parish of Maringwe and Padre Roberto Guzmán (diocesan), also Chilean, who has worked in the area since 2003 and who is currently in Chile, and is watching these worrying events in Mozambique closely, especially for his faithful community that finds itself in the middle of armed conflict again, after having been in years past the scene of very serious violence during the country’s civil war.

    We hope that what has happened will find a solution through dialogue between the two sides, the government (FRELIMO) and RENAME (the opposition party). Mozambique wants peace and not war. As a young Mozambican woman said, “We deserve peace.”

    P. Ricardo Cáceres Lamas

    Maputo – Mozambique, 01,  November – 2013.

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    “Estamos bem e temos esperança”    (Trad. Portugués, Joaquim Bambo, Italia).

    Maringwe, Província de Sofala (Moçambique), é actuamente o epicentro do conflito amardo iniciado há algumas semanas entre as forças militares do governo e membros do partido opositor da RENAMO. Nesse lugar encontram-se dois voluntários chilenos que desenvolvem várias actividades com as populações locais e levando esperança até onde é possível. Eles são: Anita Maria Álvarez e Diego Concha.

    Através de uma chamada telefónica a voluntaria Anita María garantiu que ela e o Diogo estão bem e acreditam em dias melhores. Segundo ela, muitas pessoas abandonaram suas casas devido ao confronto armado dos dois exércitos naquela zona. Contudo, algumas pessoas conseguem regressar para cuidar dos seus bens e procurar alimentos para subsistência. Nestes últimos dias a situação em Maringue tende a melhorar. Já não se ouvem disparos. Todavia, ainda reina no seio da população muito medo e incerteza. Ela disse ainda que receberam uma visita do chefe da policia local que tranquilizou a todos e prometeu que a situação iria melhorar.

    Anita e Diego estão bem de saúde e com  ánimo. Neste momento não têm problemas de alimentos e estão dando assistência na própria residência a algumas pessoas idosas que foram abandonadas pelos seus familiares durante o confronto armado nos dias anteriores.

    O pároco de Maringwe chama-se Roberto Guzmán (diocesano), é de nacionalidade chilena. Ele trabalha naquela localidade desde 2003. Neste momento, encontra-se no Chile. E desde o seu país observa e acompanha com preocupação os acontecimentos de Moçambique, especialmente os cristãos da sua comunidade  que sofrem com esta crise politico militar.

    Esperamos que estes acontecimentos se resolvam o mais cedo possível pelo diálogo das partes em conflito, respectivamente o governo da FRELIMO e o partido RENAMO. Moçambique deseja e quer paz mas não guerra. “Nós merecemos a paz”, dizia uma jovem moçambicana.

    P. Ricardo Cáceres Lamas

    Maputo – Moçambique, 01 de Novembro de 2013.

  • MSA-Noticias. Mozambique, chilenos voluntarios en Maringwe.

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    “Estamos tranquilos y esperanzados”

    En Maringwe, Provincia de Sofala (Mozambique), lugar del epicentro del problema que se generó hace un par de semanas entre las fuerzas militares y el partido de la Renamo, dos voluntarios chilenos han permanecido en el lugar acompañando a las personas de esa localidad, para dar un poco de esperanza y ayuda hasta donde sea posible. Ellos son Anita María Alvarez y Diego Concha

    En conversa telefónica, Anita María cuenta que están tranquilos, junto a Diego y que tienen esperanzas que las cosas mejoren. Aún cuando la situación es delicada, no ha pasado a ser un problema caótico. Muchas personas de la localidad y de los alrededores abandonaron las casas en los días de los enfrentamientos armados. Algunos han regresado después de refugiarse en el interior (mato, bosque), para cuidar de sus pertenencias o buscar alimentos. Poco a poco la situación se normaliza, pero siempre persiste el miedo y la incertidumbre de alguna represalia. Anita nos contaba, que la anoche pasada ya no se escucharon disparos como los otros días. Esto les daba más tranquilidad. El jefe de la policia local llegó hasta su casa para comunicarles que estuvieran tranquilos y que estaban en seguridad.

    Anita y Diego se encuentran bien de salud y de ánimo. Por ahora no tienen problemas de alimentos y están dando asistencia en su casa ha algunas personas ancianas que fueron literalmente abandonadas por sus familiares al momento de los enfrentamientos.

    Cabe señalar que el párroco de Maringwe es el padre Roberto Guzmán (diocesano), también chileno, que trabaja en esa localidad desde el año 2003, y que en este momento se encuentra de paso por Chile, y que desde su país, observa con preocupación los acontecimientos de Mozambique, especialmente por su comunidad de fieles que está siendo afectada por encontrarse en el centro de los conflictos armados y que en tiempos pasados también fué lugar de grandes enfrentamientos durante la guerra interna del país.

    Esperamos que los acontecimientos vengan a tener solución a travéz del diálogo de las dos partes, del Gobierno (Frelimo) y de la Renamo (partido de la oposición). Mozambique quiere paz y no guerra. “Nós merecemos a paz“, dice una joven mozambicana.

    P. Ricardo Cáceres Lamas

    Maputo – Mozambique, 01 de Noviembre de 2013.

  • MSA-Noticias. Mia Couto manifesta-se sobre situação de Moçambique

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    Mia Couto manifesta-se contra atual situação política de Moçambique

    28 de outubro de 2013

    No âmbito da Gala do 11.º aniversário do grupo de media Soico, no qual foi distinguido como um dos Melhores de Moçambique, Mia Couto proferiu um discurso em que se manifestou contra a atual situação política do país e alertou para a vaga de sequestros que tem ocorrido na capital de Moçambique.

    Texto com a devida autorização de Mia Couto.

    «Pensei bastante se estaria ou não presente nesta cerimónia. A razão para essa dúvida era a seguinte: há três dias a minha família foi alvo de várias e insistentes ameaças de morte. Essas ameaças persistiram e trouxeram para toda a nossa família um clima de medo e insegurança. A intenção foi-se revelando clara, depois de muitos telefonemas anónimos: a extorsão de dinheiro. A mesma criminosa ameaça, soubemos depois, já bateu à porta de muitos cidadãos de Maputo.

    Poderíamos pensar que essas intimidações se reproduzem a tal escala que acabam por se desacreditar. Mas não é possível desvalorizar este fenómeno. Porque ele sucede num momento em que, na capital do país, pessoas são raptadas a um ritmo que não pára de crescer. Esses crimes reforçam um sentimento de desamparo e desprotecção como nunca tivemos nos últimos vinte anos da nossa história.

    Esses que são raptados não são os outros, são moçambicanos como qualquer outro cidadão. De cada vez que um moçambicano é raptado, é Moçambique inteiro que é raptado. E de todas as vezes, há uma parte da nossa casa que deixa de ser nossa e vai ficando nas mãos do crime. Neste confronto com forças sem rosto nem nome, todos perdemos confiança em nós mesmos, e Moçambique perde a credibilidade dos outros.

    Esses sequestros estão nos cercando por dentro como se houvesse uma outra guerra civil, uma guerra que cria tanta instabilidade como uma qualquer outra acção militar, qualquer outra acção terrorista.

    Este é um fenómeno que atinge uma camada socialmente diferenciada do nosso país. Mas o mesmo sentimento de medo percorre hoje, sem excepção, todos os habitantes de Maputo, pobres e ricos, homens e mulheres, velhos e crianças que são vítimas quotidianas de crimes e assaltos.

    Eu falo disto, aqui e agora, porque uma cerimónia destas nos poderia desviar do que é vital na nossa nação. Não podemos esquecer que o nosso destino colectivo se decide hoje sobretudo no centro do País, nessa fronteira que separa o diálogo do belicismo. E todos nós queremos defender essa que é a conquista maior depois da independência nacional: a Paz, a Paz em todo o país, a Paz no lar de cada moçambicano.

    Se invoquei a situação que se vive hoje em Maputo é porque outras guerras, mais subtis e silenciosas, podem estar a agredir Moçambique e a roubar-nos a estabilidade e que tanto nos custou conquistar.

    Caros amigos,

    Estamos celebrando nesta Gala algo que, certamente, possui a intenção positiva de valorizar o nosso país. Mas para usufruirmos o que aqui está a ser exaltado, as melhores praias, os melhores destinos turísticos, precisamos de saber o ver o que nos cerca. Na realidade, e em rigor, o melhor de Moçambique não pode ser seleccionado em concurso. O melhor de Moçambique são os moçambicanos de todas etnias, todas as raças, todas as opções políticas e religiosas. O melhor de Moçambique é a gente trabalhadora anónima que, todos os dias, atravessa a cidade em viaturas transportados em condições que são uma ofensa à vida e à dignidade humanas.

    O melhor de Moçambique são os camponeses que embalam à pressa os seus haveres para fugirem das balas. O melhor de Moçambique são os que, mesmo não tendo dinheiro, pagam subornos para não serem incomodados por agentes da ordem cuja única autoridade nasce da arrogância.

    O melhor de Moçambique são os que anonimamente constroem a nação moçambicana sem tirar vantagem de serem de um partido, de uma família, de uma farda.

    Os melhores de Moçambique não precisam sequer que os outros digam que são os melhores. Basta-lhe serem moçambicanos, inteiros e íntegros, basta-lhes não sujarem a sua honra com a pressa de se tornarem ricos e poderosos.

    Os melhores de Moçambique não precisam de grandes discursos para acreditarem numa pátria onde se possa viver sem medo, sem guerra, sem mentira e sem ódio. Precisam, sim, de acções claras que eliminem o crime e a corrupção. Porque a par deste galardão que distingue o melhor de Moçambique há um outro galardão, invisível mas permanente, que premeia o pior de Moçambique. Todos os dias, o pior de Moçambique é premiado pela impunidade, pela cumplicidade e pelo silêncio.

    Caros amigos,

    Disse, no início, que hesitei em estar presente nesta gala. Mas pensei que me competia, junto com todos vocês, a obrigação de construir um evento que fosse para além das luzes e das mediáticas aparências. Nós queremos certamente que esta festa tenha uma intenção e produza uma diferença. E esta celebração só terá sentido se ela for um marco na luta pela afirmação de valores morais e princípios colectivos. Para que a nossa vida seja nossa e não do medo, para que as nossas cidades sejam nossas e não dos ladrões, para que no nosso campo se cultive comida e não a guerra, para que a riqueza do país sirva o país inteiro.»

  • MSA-Noticias. Carta Pastoral, D. Adriano Langa, sobre situação em Moçambique

    DIOCESE  DE  INHAMBANE

    Inhambane, 25 de Outubro de 2013

    NOTA PASTORAL

    Às Comunidades cristãs, aos Sacerdotes, Pessoas Consagradas, às Autoridades civis e militares, aos Partidos políticos, ao todos os Homens e Mulheres de boa vontade,

    Os acontecimentos dos últimos tempos, de modo particular dos últimos dias, dizem-nos que o País está sendo empurrado para a guerra, contra a sua vontade expressa repetidamente.

    Se isto acontece, significa que há quem está interessado na guerra, há quem quer a guerra! Mas quem é esse que quer guerra e para quê? O Bem do  Povo é este mesmo Povo, de que todos os políticos se dizem ‘defensores’, não querendo ele a guerra, aqueles não devem ser promovidos através da guerra; neste momento e por aquilo que se diz e sabemos, que ninguém faça a guerra em nome do Povo moçambicano e ninguém obrigue seja quem for a fazer a guerra e ninguém se sinta obrigado por outrem a fazer a guerra.

    A Sociedade moçambicana, a diferentes níveis e através das suas instituições sociais não só se pronunciou e continua a se pronunciar contra a guerra, mas foi até ao ponto de fazer propostas (como fez o Observatório Eleitoral) para se sair da crise e do impasse. Porque é que o diálogo não surte efeito e porque dos impasses que têm caracterizado o diálogo em curso?

    Exigimos a cessação imediata das escaramuças militares; exigimos o fim dos ataques a civis e da destruição de bens; exigimos o fim dos discursos irónicos ou salpicados de ódio. Que se volte à mesa do diálogo sincero e que seja frutuoso. Se a causa é o Povo, não é necessário o recurso a qualquer tipo de violência nem à guerra. O Povo moçambicano é soberano ou não? Se de facto é, então, escutem-no. Por isso, a nenhum moçambicano deve ser exigido esse sacrifício, porque desnecessário! Nenhum moçambicano deve ser levado para alimentar uma guerra que é contra ele mesmo!!

    Às Comunidades cristãs e de todos os crentes em geral exortamos para que se empenhem na oração fervorosa e incessante para obtermos do Senhor o Dom da Paz.

    DIÁLOGO, RECONCILIAÇÃO E PAZ,

     +Adriano Langa, OFM

    Bispo de Inhambane

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    ESPAÑOL

    DIOCESE  DE  INHAMBANE

    Inhambane, 25 de Outubro de 2013

     NOTA PASTORAL

    A las Comunidades Cristianas, a los Sacerdotes, Personas Consagradas, a las Auotirdades Civilies y Militares, a los Partidos Políticos, a todos los Hombres y Mujeres de buena voluntad.

    Los acontecimientos de los últimos tiempos, de modo particular de los últimos días, nos dicen que el País está siendo impulsado para la guerra, contra su propia voluntad expresa repetidamente.

    Si esto sucede, significa que hay quienes están interesados en la guerra, hay quienes quieren la guerra! ¿Pero quién es ese que quiere la guerra y para qué? El Bien del Pueblo es este mismo Pueblo, del que todos los políticos se dicen “defensores”, no queriendo la guerra, aquellos no deben ser promovidos a travéz de la guerra; en este momento y por aquello que se dice y sabemos, que nadie haga guerra en nombre del Pueblo Mozambicano y nadie obligue sea quien que sea ha hacer la guerra y nadie se sienta obligado por otros ha hacer la guerra.

    La Sociedad mozambicana, en los diferentes niveles y a travéz de sus instituciones sociales no sólo se pronunció y continua a pronunciarse contra la guerra, pero fue hasta el punto de hacer propuestas (como hizo el Observador Electoral), para salir de la crisis y del impase. ¿Por qué es que el diálogo no tiene efecto y porque dos impases han caracterizado el diálogo en curso?

    Exigimos el término imediato de los avances militares, exigimos el fin de los ataques a los civiles y de la destrucción de los bienes; exigimos el fin de los discursos irónicos o salpicados de ódio. Que se vuelva a la mesa de diálogo sincero y que sea fructuoso. Se a causa es el Pueblo, no es necesario el recurso a cualquier tipo de violencia ni a la guerra. ¿El Pueblo mozambicano es soberano o no? Si de facto es, entonces escuchémoslo. Por eso a ningún mozambicano debe ser exigido ese sacrificio, porque es innecesario! Ningún mozambicano debe ser llevado para alimentar una guerra que es contra el mismo!!

    A las Comunidades cristianas y a todos los creyentes en general exortamos para que se esfuercen en la oración fervorosa e incesante para obtener del Señor el Don de la Paz.

    DIÁLOGO, RECONCILIAÇÃO E PAZ

     +Adriano Langa, OFM

    Bispo de Inhambane

    Tels. +258 293 20458 /… 20942

    Fax +258 293 20869; C. P. 178

    INHAMBANE-MOÇAMBIQUE   

  • MSA-Noticias. Papa reunido com as famílias

    Papa Francisco. 26 Outubro 2013 “Em festa com as famílias do mundo” (Agencia Ecclesia).

    Às vezes “os pratos voam” em uma família e em um casal, mas é necessário saber “se desculpar” para poder recomeçar, declarou este sábado o papa Francisco, ao receber famílias católicas no Vaticano.
    “Para poder avançar em uma família é preciso usar três palavras: ‘posso?’, ‘obrigado’ e ‘perdão’”, disse o Pontífice a milhares de peregrinos reunidos na praça de São Pedro, que chegaram para assistir ao encontro.
    “São três palavras-chave: pedimos permissão para não sermos invasivos, agradecemos pelo amor”, continuou o Papa, de improviso.

    “Todo mundo pode cometer erros e às vezes alguém se sente ofendido na família ou no casal e pode acontecer de os pratos voarem, palavras fortes são trocadas, mas meu conselho é não terminar o dia sem fazer as pazes, a paz se refaz a cada dia em família e ao pedir perdão se recomeça desde o princípio”, disse.

    Também convido os jovens presentes na praça a “escutar os avós”. “Um povo que não escuta os avós é um povo que morre”, declarou.

    O papa Francisco deve celebrar na manhã de domingo uma missa, na qual também são aguardadas milhares de pessoas de todo o mundo para participar desta peregrinação das famílias.

  • MSA-Noticias. “Mozambique hoy”

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    “Sólo necesitamos Paz. Debemos mirar el Bien Común”.

    Nuevos acontecimientos armados colocan en riesgo la situación social y política del país, con los ataques de las fuerzas armadas y la del comando de la Renamo. Lo sucedido al inicio de esta semana, empaña el trabajo hecho hasta este momento en la mesa de diálogo, en la búsqueda de soluciones concretas de un acuerdo entre el Gobierno de Mozambique, representado por la Frelimo y el partido de oposición la Renamo.

    Parece ser que intereses particulares, predominan em ambas partes, sobre un diálogo reposado y de altura de miras. El Bien Común es relativisado y parece predominar un bien individual. Aquí no interesa “quien tiró la primera piedra”, sino que la búsqueda de soluciones para construir un país para todos. El país no puede depender de dos fuerzas que luchan, una para mantener el poder y la otra para conquistarlo. Por un lado domina el poder económico y el poder de las armas, y de la otra parte, se ve frustración e impotencia, que llevará consecuentemente a un conflicto más serio, sino son apasiguados los ánimos y satisfechas las necesidades, y alcanzadas las esperanzas.

    En este momento, no es tiempo de colocarse de lado de uno de los dos grupos: Gobierno-Frelimo o de la Renamo. El pueblo quiere paz; el pueblo quiere trabajo; el pueblo quiere lo necesario para vivir; el pueblo quiere todo aquello fundamental para desarrollarse y vivir en armonia. Sólo eso. Los intereses egoístas quedan fuera de un país que quiere crecer en paz y bienestar, y ambas partes deben comprender (Gobierno-Frelimo y la Renamo), que ellos no son los protagonistas del país, no son los dueños del país, no son los que deciden la felicidad de las personas. Los ciudadanos son los que hacen crecer este país y la belleza expresada en su gente, y en sus inquietudes más profundas. Terminar con los intereses individuales, que desde el tiempo de paz (1992) algunos se han beneficiado a costa de los más débiles, justificando sus acciones como válidas y falsamente declarando que son un bien para todos. Lo único que se ha conseguido es crear un sentido de frustración e impotencia que está abarcando a la mayor parte de la población, la cual está tomando consciencia que este Mozambique pareciera no pertenecerles, porque algunos se están transformando en dueños de algo que no es suyo.

    Paz es lo que se necesita para construir cualquier sociedad, cultura, pueblo o nación. Todo lo que atenta contra la paz denigra a la persona humana y la disminuye a su expresión mínima.

    Rezar por la paz, no importando la religión o el credo, es lo que toca hacer a aquellos que observamos los acontecimientos. No poco importante, orar al Creador que nos dió este mundo, para hacer de el nuestro hogar.

    P. Ricardo Cáceres Lamas. Mozambique, 24 de Octubre de 2013.

  • MSA-Noticias: Jornada Misionera Mundial, el Papa recuerda a los misioneros que trabajan en silencio y dan su vida

    20.10.2013

    Vaticano, 20 de Octubre de 2013.

    (RV).-  Difundir la llama de la fe, que encendió Jesús, en Dios que es Padre, Amor, Misericordia, fue la exhortación del Papa Francisco. Con su profundo agradecimiento a los que rezan y ayudan la obra misionera, en particular, la solicitud del Obispo de Roma para impulsar la difusión del Evangelio, recordó la Jornada Misionera Mundial y alentó a estar cerca de todos los misioneros y las misioneras, que trabajan tanto sin hacer ruido y que dan su vida, como hace unos días sucedió en Nigeria, con el asesinato de la italiana Afra Martinelli. El Santo Padre invitó a aplaudir a esta hermana nuestra, a los numerosos peregrinos presentes en la Plaza de San Pedro, que respondieron en seguida con un gran aplauso:

    ¡Queridos hermanos y hermanas!
    Hoy es la Jornada Misionera Mundial. ¿Cuál es la misión de la Iglesia? Difundir en todo el mundo la llama de la fe, que Jesús ha encendido en el mundo: la fe en Dios que es Padre, Amor, Misericordia. El método de la misión cristiana no es el hacer proselitismo, sino el compartir la llama que calienta el alma. Agradezco a todos aquellos que, a través de la oración y de la ayuda concreta sostienen la obra misionera, en particular, la solicitud del Obispo de Roma para impulsar la difusión del Evangelio. En esta Jornada estemos cerca de todos los misioneros y las misioneras, que trabajan tanto sin hacer ruido y que dan su vida. Como la italiana Afra Martinelli, que ha trabajado durante muchos años en Nigeria: hace unos días ha sido asesinada, por robo. Todos han llorado, cristianos y musulmanes ¡era muy querida! Ella ha anunciado el Evangelio con su vida, con la obra que ha realizado, un centro de educación. Y de este modo ha difundido la llama de la fe, ¡ha combatido la buena batalla! ¡Pensemos en esta hermana nuestra y saludémosla con un aplauso todos juntos!

    (CdM – RV)

  • COLECTA en beneficio de las actividades MSA.

    COLECTA de las misiones, para las actividades de Misión Solidaria África

    En beneficio: 

    1. De las actividades de verano que realizaran los voluntarios en Mozambique, con jóvenes y niños.

    2. De los alumnos de la escuela S. Juan Bautista, Moatize, Mozambique. Para compra de materiales escolares.

    Parroquia de Viña del Mar, Chile. Dias 12 y 13 de Octubre. http://www.parroquiadevina.cl/
    M I S A S
    Sábado 19:00 hrs.
    Domingo 10:00, 11:00, 12:00, 13:00 y 19:00 hrs.

    Parroquia de Recreo, Viña del Mar, Chile. Dias 26 y 27 de Octubre.
    M I S A S
    Sábado 19:00 hrs.
    Domingo 10:30 y 12:00 hrs