As recentes descobertas de carvão e gás bem como as potencialidades em áreas como o agro-processamento, turismo, serviços e logística catapultaram Moçambique para a agenda da economia e finanças internacionais. Esta constatação foi expressa ontem, em Marracuene, Província de Maputo, pelo Presidente da República, Armando Guebuza, na inauguração da 48ª Edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM/2012).
“Todos nós devemos estar preparados para dar respostas estruturadas a estes novos desafios”, disse o Chefe do Estado. De referir que participam na presente edição da feira, que irá decorrer até ao pr6ximo domingo, mais de 1800 expositores entre nacionais e estrangeiros, que procuram estabelecer parcerias ou firmar acordos comerciais entre si. Dezanove países estão registados oficialmente, tendo, no primeiro dia, as delegações de Portugal, Suazilândia e Arábia Saudita sido encabeçadas por ministros que tutelam o pelouro do comércio externo.
A participação nacional, com mais de 1000 expositores, está representada por micro, pequenas, médias e grandes empresas de todos os sectores de actividade, provenientes de todas províncias do país.
O Presidente Guebuza, que iniciou a sua visita as 9 horas, percorreu demoradamente o recinto da Facim até pouco depois das 13 horas. Durante a visita, o estadista se inteirou do funcionamento da feira e dialogou com vários expositores nacionais e estrangeiros.
Guebuza, que falou no final da visita, realçou também o facto de Moçambique estar a ter acesso a vários mercados em condições favoráveis, citando como exemplo, o espaço regional da SADC, a China, o Japão, a Europa e os Estados Unidos da América.
“Queremos que o nosso sector privado seja cada vez mais forte de modo a poder participar mais activamente no desenvolvimento sustentável da nossa economia. O Governo continuará a dar particular atenção aos sectores que nos têm assegurado o crescimento médio de 7 por cento ao longo de mais de uma década”, disse.
Numa apreciação positiva ao actual estágio da economia nacional, Guebuza destacou o facto do empresariado moçambicano estar a saber dar resposta às oportunidades que existem no mercado externo.
“É neste prisma que o leque das nossas exportações tem sido alargado a novos sectores que não eram antes explorados. Tal é o caso do ananás de Muxungué, do amendoim de Muecate, do piri-piri de Majaua e do artesanato de Nampula, que estão hoje em mercados tão exigentes como o da Grã-bretanha e Irlanda do Norte; da Alemanha; Dinamarca; Espanha e Canada, só para citar alguns exemplos”, disse.
Ainda ontem, foram premiados estudantes e empresários que se destacaram no ano passado. No ramo empresarial, a Mozal venceu o prémio referente ao maior exportador na categoria dos grandes projectos.
A Mozambique Leaf Tobacco Co venceu na categoria de maior exportador, excluindo os grandes projectos. A Companhia de Sena, SARL foi a premiada na categoria de Maior Índice de Crescimento, enquanto que a empresa Moçambique Orgânicos venceu o prémio Revelação e Inovação.
(Información sacada del Diario Jornal Noticias, Mozambique, 28 de Agosto, 2012.)